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ancestralpampilhosense

A intenção é partilhar este meu gosto pelas antiguidades, pelas histórias, pelas tradições e tudo o que tenha a ver com o património pampilhosense e sensibilizar os descendentes da Pampilhosa da Serra a darem mais valor às suas raízes!

A intenção é partilhar este meu gosto pelas antiguidades, pelas histórias, pelas tradições e tudo o que tenha a ver com o património pampilhosense e sensibilizar os descendentes da Pampilhosa da Serra a darem mais valor às suas raízes!

Urbano Duarte

Neste Dia Mundial do Livro, porque não, falar de um livro que retrata um ilustre pampilhosense; "Urbano Duarte, crónicas dos anos quentes, 1971-1980", da autoria do jornalista Mário Martins. A apresentação do livro teve lugar na Biblioteca Municipal Dr. José Fernando Nunes Barata, no dia 18 de abril, pelas 15:00 horas. A abertura da apresentação foi feita pelo Vereador João Alves e o orador foi o nosso Presidente da Assembleia Municipal, Prof. José Ramos Mendes.

O autor do livro começou por explicar que a sua ligação à Pampilhosa era pela amizade que teve com dois pampilhosenses, Urbano Duarte e Augusto Nunes Pereira.

Urbano Duarte que nasceu em Pescanseco do Meio no dia 21 de fevereiro de 1917, era o diretor do jornal “Correio de Coimbra”, quando Mário Martins, com 16 anos, foi trabalhar para lá.

As crónicas que escrevia no jornal, designadas por “ Sintomas”, saíam na 1ª página, estando muitas vezes, mais destacadas do que o nome do jornal ou mesmo do que as outras notícias.

O pampilhosense sacerdote, professor e jornalista, muito estimado em Coimbra, nunca esqueceu as suas origens.

Faleceu na noite de 16 de maio de 1980 no seu quarto, no Seminário Maior de Coimbra.

O jornalista Mário Martins, ainda fez um desafio à Câmara da Pampilhosa, o de fazer um busto em homenagem a Urbano Duarte e o de fazer um livro com todos os textos que escreveu sobre a Pampilhosa. Promessas que a Câmara de Coimbra prometeu e nunca cumpriu.

Por mim, só posso agradecer a Mário Martins, por ter dedicado um livro a um pampilhosense que eu desconhecia, mas que ao conhecer fiquei a admirar. Admiração igual à que tenho pelo Monsenhor Nunes Pereira, também seu amigo pessoal e que também aparece mencionado neste livro.

É caso para dizer, como disse o Prof. Ramos Mendes, nesta apresentação, quando falava de Urbano Duarte e lembrando-se do nome de tantos pampilhosenses, que assim como Urbano Duarte, engrandeceram a história da sua terra natal: “Mas que grande Pampilhosa”!

 

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 (Capa do livro)

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(Imagem retirada do livro "Urbano Duarte", de Mário Martins, pág. 45) 

 

“Aqui, junto das viúvas de Fajão, dos velhos com a enxada na mão, dos gaseados do guerra, dos esportelantes para que haja estrada e melhoramentos, dos esquecidos da justiça e das contas, das pessoas de rodilha com molho às costas e mãos erguidas à Senhora da Guia, é que eu queria ver esses jovens que se arvoram em defensores do povo, embora sem nunca terem saboreado o caldo e a côdea do povo, porque sempre tiveram mesa de ricos”

(Urbano Duarte, "Síntoma" n.º371, mencionado no livro de Mário Martins, pág. 100)

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 (O jornalista, Mário Martins, na apresentação do seu livro)