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ancestralpampilhosense

A intenção é partilhar este meu gosto pelas antiguidades, pelas histórias, pelas tradições e tudo o que tenha a ver com o património pampilhosense e sensibilizar os descendentes da Pampilhosa da Serra a darem mais valor às suas raízes!

A intenção é partilhar este meu gosto pelas antiguidades, pelas histórias, pelas tradições e tudo o que tenha a ver com o património pampilhosense e sensibilizar os descendentes da Pampilhosa da Serra a darem mais valor às suas raízes!

Livros e Exposições

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Quando as pessoas não vivem só por viver, quando projetam o futuro mas sem nunca esquecer o passado, preocupando-se em proteger o legado que os seus antepassados lhes deixaram, a estas pessoas gosto de lhes dar o seu devido valor.

São uma minoria na sociedade de hoje, mas existem, e é sobre uma dessas pessoas que vos vou falar hoje.

Chama-se Idália Fátima Tavares Gomes Francisco, nasceu na Foz do Ribeiro no dia 19 de julho de 1964. Filha de José Francisco Gomes e de Maria da Assunção. Fica órfã de mãe aos 13 anos, mas com essa idade já a mãe lhe tinha transmitido todos os saberes, desde a agricultura à costura.

Cedo começou a fazer as suas próprias roupas e foi este gosto e saber que trouxe para os nossos dias, fazendo as colchas, os sacos e as rodilhas que nos lembram o passado.

A par do artesanato que faz, o seu gosto pela escrita que a acompanha desde a adolescência, levou-a a sonhar escrever livros.

E o sonho tornou-se realidade com o seu primeiro livro A Gotinha d’água e as suas aventuras, editado em 2013. E agora o livro As aventuras do Gaio Malaquias lançado no dia 22 de outubro deste ano.

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Os livros são dedicados aos mais novos mas não se limitam a contar histórias. Contam-nos também a história do passado pampilhosense, onde entram expressões e objetos do quotidiano dos nossos antepassados. Por isso mesmo, os livros são também dedicados aos mais velhos que queiram aprender ou recordar o passado.

O livro As aventuras do gaio Malaquias conta-nos a história de um gaio que teve que aprender a viver com as armadilhas que os humanos colocavam nas suas hortas. As armadilhas aqui mencionadas no livro são: “o maço”, “o espantalho”, “a caravela”, “a enchô”, a “ aboiz” e o “questil”.

 

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 (As belas ilustrações feitas pela filha da D. Idália, Dora Francisco)

 

Para percebermos como eram e como funcionavam essas armadilhas, Idália Francisco pediu ao seu marido para fazer as armadilhas que estão referidas no seu livro. Do trabalho de investigação junto dos mais velhos e do trabalho de Luciano Francisco nasceu a exposição que foi inaugurada no mesmo dia, 22 de outubro, logo após o lançamento do livro.

A aboiz.JPG

 (A aboiz presente na exposição)

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 (O espantalho presente na exposição)

 

A exposição está patente no Edifício Monsenhor Nunes Pereira, galeria 2, até dia 30 de novembro. E os livros poderão ser adquiridos na Biblioteca Municipal Dr. José Fernando Nunes Barata.

Parabéns D. Idália e obrigada por preservar os ensinamentos do passado e por os transmitir às gerações mais novas.

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