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ancestralpampilhosense

A intenção é partilhar este meu gosto pelas antiguidades, pelas histórias, pelas tradições e tudo o que tenha a ver com o património pampilhosense e sensibilizar os descendentes da Pampilhosa da Serra a darem mais valor às suas raízes!

A intenção é partilhar este meu gosto pelas antiguidades, pelas histórias, pelas tradições e tudo o que tenha a ver com o património pampilhosense e sensibilizar os descendentes da Pampilhosa da Serra a darem mais valor às suas raízes!

Guilherme Filipe, pintor de Fajão

 

 

 Miguel Torga, Diário XI, 2.ª Edição Revista, Gráfica de Coimbra, 1991

 

 

 

 

Estas palavras são de Miguel Torga aquando o funeral de Guilherme Filipe, seu amigo pessoal. As palavras escritas na pedra da sepultura de Guilherme Filipe, no cemitério de Fajão, também são de sua autoria.

Mas quem é Guilherme Filipe Teixeira?

Sei apenas que nasceu em Fajão no ano de 1897. Estudou nas escolas de Belas-Artes de Lisboa e de Madrid e teve como patrono Cândido Sotto Mayor.

Em Espanha foi aluno de Joaquín Sorolla na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Teve várias exposições coletivas e individuais.

Em Portugal, para além das várias exposições das suas pinturas, foi um grande dinamizador cultural. Fundou uma Escola de Acção Artística, o Jardim Universitário de Belas-Artes que promoveu a criação de uma orquestra sinfónica, debates sobre arte e filosofia, sessões clássicas de cinema, etc. 

Na década de 30, muda-se para Nazaré, onde se dedicou a pintar temas relacionados com a pesca. Foi considerado por Tomás Ribas o "pintor das paisagens e gentes da Nazaré". Aqui ajuda na organização de um Museu da Nazaré.

Os quadros deste pintor nosso conterrâneo, encontram-se em museus e coleções particulares em Portugal e no estrangeiro.

Descobrir o passado deste nosso pintor pampilhosense dá mais sentido à nossa história. E se em tenra idade nos tivessem divulgado os nossos artistas e sensibilizado para a beleza das nossas raízes, talvez hoje o nosso património, a nossa história, as nossas tradições, estivessem mais salvaguardados.

Mas ainda não perdi a esperança de ver o nosso património pampilhosense mais preservado.

 

 

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_Filipe

1 de Junho de 2001

 

Hoje faz 13 anos que faleceu o Monsenhor Nunes Pereira.

Por muito que eu soubesse ou conseguisse escrever sobre Monsenhor Nunes Pereira, seria pouco. A grandeza deste homem foi tão grande pela sua sabedoria enquanto artista, pela sua bondade enquanto sacerdote mas principalmente pela sua humildade enquanto homem.

Infelizmente só tive a honra de o conhecer no último ano da sua vida.

Aquando um visita a Fajão com uma colega e amiga, resolvemos visitar o museu de Fajão e quando nos deslocamos ao restaurante "O Juíz de Fajão" para pedir a visita ao museu, estavamos longe de imaginar que quem nos iria fazer a visita guiada ao museu Monsenhor Nunes Pereira, seria ele próprio, o Monsenhor Nunes Pereira.

Ele estava no "Juíz de Fajão" e logo se prontificou a nos acompanhar.

Já no museu, mostrou-nos os Santos feitos pelo seu pai e todos aqueles objetos que pertenceram à história dos nossos ancestrais.

Hoje, tenho pena de não o ter conhecido há mais anos. Tenho pena que nunca tenha sido pároco no nosso concelho, que era também o seu. Mas conforta-me saber que em nenhum momento ele se esqueceu da sua terra. E agradeço-lhe o ter despertado em mim esta vontade de querer ajudar na salvaguarda do património pampilhosense.

 

 

 

 "Sopa de Pedra", A. Nunes Pereira, Gráfica de Coimbra, 1996